Frente das Mulheres

A frente das mulheres, parte de uma perspectiva interseccional, levando em consideração o gênero e a raça/classe, marcadores esses essenciais na construção identitária da comunidade.

Atuamos na comunidade de Estrava Velha, Acarape/CE, que localiza-se por trás do campus dos palmares.

A nossa atuação nessa frente, decorreu de um processo de inserção anterior, no qual realizamos alguns trabalhos de caráter socioeducativos com crianças de diferentes faixas-etárias em um período de em média seis meses.

Tendo uma duração de em média 5 meses, iniciamos essa inserção através de conversas com as mulheres da comunidade e a aplicação de um questionário quantitativo, também com elas, tendo como objetivo perceber os anseios femininos, frente a um contexto de pobrezas e violações de seus direitos, entretanto, tendo como principal objetivo, entender as potencialidades juntamente com elas e a partir das suas demandas, pensar o que seria interessante acontecer.

Pensávamos inicialmente, em a partir do mapeamento feito através das conversas e questionários, realizar oficinas com foco no empoderamento feminino, na propriedade das mulheres sobre seus próprios corpos, entendendo-os como sujeitos de transformação social, logo, de sua própria realidade. Entretanto, importante salientar que, a inserção comunitária nem sempre acontece da maneira que desejamos, aliás, dificilmente acontece.

Desta maneira, a realidade do campo, foi totalmente diferente dos objetivos que tínhamos traçados no projeto, entretanto, construímos juntamente com as moradores o que elas queriam fazer, concretizando o que  buscamos desde o início:  subverter a perspectiva colonizadora de extensão, na qual esta ultima tem como pressuposto de que sabe o que é melhor para o/a outra/o.

Realizamos, então, a partir dessa interação/construção, algumas oficinas de cunho artesanal, desenvolvendo bolsinhas e porta-retratos, que poderiam servir futuramente para melhoramento da renda familiar, ocupar o tempo ócio ou até mesmo fazer para si mesmo.

Foi um processo longo e complicado, entretanto, são esses os desafios da extensão e esses desafios foram pra gente somente desafios e não obstáculos que nos impediram de tentar resinificar o papel da universidade, transgredindo a formalidade da academia e resistindo as adversidades diárias.

 

Formação para Orientadores Sociais

A Formação para orientadores Sociais do Centro de Referencia de Assistência Social (CRAS) de Redenção e Antônio Diogo/CE, surgiu dos resultados do projeto de pesquisa intitulado “Trabalho Infantil e suas estratégias de enfrentamento: reflexões sobre pobreza e politicas públicas no Maciço de Baturité”, desenvolvida pela Rede de Estudos e Afrontamentos das Pobrezas, Discriminações e Resistências (reaPODERE).

A formação teve seu inicio em setembro de 2017 e finalizou em setembro de 2018. Sendo facilitada por dois extensionista da reaPODERE, o grupo contava com cerca de 1? Orientadores sociais. A formação possuía um caráter didático e com momentos práticos, para que os orientadores sociais se sentissem motivados a participar e praticar o que era mencionado e discutido nos momentos de facilitação.

Com a necessidade de intensificar os métodos de facilitação realizada em grupo aos orientadores sociais do CRAS de Redenção/Antonio Diogo-CE, de despertar nesses profissionais um maior cuidado e humanização para com os usuários e de potencializar as politicas públicas de caráter sócio assistencialistas, a formação tinha como arcabouço teórico conteúdos referentes a leis, evidenciando direitos e deveres presentes na constituição federal, ou seja, leis sobre políticas públicas voltadas para a assistência social. Visa-se o desenvolvimento e a habilidade de trabalhar em equipe, propiciar a discussão e o aprofundamento de temas concernentes ao serviço de convivência e fortalecimento de vínculo –SCFV–, contemplando aspectos como: teóricos e operacionais, éticos e políticos na realização de atividades, estimulo da criatividade do orientador e de sua capacidade de apresentação sobre determinado tema e a realização de atividades práticas concernentes aos diferentes trabalhos competentes ao orientador social. E também recorreu-se uma perspectiva interdisciplinar, para assim conseguir transpassar com didatismo o papel do orientador social.

E foi por meio da formação e de conversas estabelecidas com o coordenador do CRAS sede de Redenção que a reaPODERE firmou parceria como mesmo iniciando um processo de inserção comunitário na comunidade de Centro Comunitário, localizada próximo ao CRAS sede com o intuito de potencializar as politicas publicas e de promover intervenções na comunidade, assim também fazendo uma aproximação da universidade com a própria comunidade do Centro Comunitário.