Frente das Crianças

Como meio de construir uma universidade mais atuante para além dos muros e poder identificar potencialidades, além de proporcionar momentos prazerosos e de conhecimento. Por conseguinte,  foi partir da pesquisa e extensão, que realizamos um trabalho com temática sobre trabalho infantil, no qual possibilitou o desenvolvimento de uma nova ação de extensão de contato direto com a comunidade Estrada Velha, localizada em Acarape-CE. Com isto foram organizadas oficinas socioeducativas para as crianças da comunidade, iniciando-se em outubro de 2017, por meio da oficina, realizada pelo grupo Afrodita e o reaPODERE, com título “Aprender a brincar, brincando”. A partir deste momento as atividades com as crianças, com faixa etária entre dois à treze anos, passaram a ocorrer semanalmente, com um viés sempre para atividades lúdicas e  socioeducativas, que permitiram a aproximação, conhecimento e reflexão sobre suas realidades.

Confecção de Bolsas da Comunidade: tecnologia social de inclusão produtiva de renda e de acesso a direitos sociais em Acarape/CE e Redenção/CE

A proposta de confecção de bolsa da comunidade foi uma ação desenvolvida por uma extensionista da rede que vive em uma das comunidades que serão trabalhadas. Serão realizadas caminhadas comunitárias e visitas domiciliares para apresentar a proposta de oficinas de produção de bolsas nas comunidades situadas nas cidades de Acarape e Redenção no estado do Ceará. Igualmente, haverá uma articulação com os Centros de Referência de Assistência Social para apoio socioassistencial das mulheres das comunidades. São planejadas dez oficinas com duração de duas horas em cada encontro com um grupo de quinze mulheres para ensino da confecção de bolsas. Nesses encontros, serão trabalhados temas como acesso a diretos sociais, educação financeira, cooperativismo e inclusão produtiva junto com a confecção das bolsas. A perspectiva metodológica é a pesquisa ação com metodologia mista. Será realizada observação participante com redação de diários de campo do processo de inserção comunitária e da facilitação dos encontros grupais de aplicação da tecnologia social. Como avaliação da tecnologia social antes de iniciar os grupos operativos com as mulheres, será realizado um grupo focal, como também serão aplicadas escalas sobre bem estar pessoal, sentido de comunidade e suporte social. No final dos dez encontros, serão novamente realizados o grupo focal e a aplicação das escalas. Esse formato será realizado três vezes nas diferentes comunidades priorizadas. Na perspectiva qualitativa, serão comparados os discursos das mulheres antes e depois dos grupos a partir da Análise de Conteúdo dos diários de campo e dos grupos focais. A partir do método quantitativo, será realizado um estudo quase experimental com pré e pós-teste a partir da análise do Teste de Kolmogorov-Smirnov. Compreende-se que essa tecnologia social poderá ser replicada em outros espaços.