{"id":176,"date":"2018-07-12T17:58:33","date_gmt":"2018-07-12T20:58:33","guid":{"rendered":"http:\/\/reapodere.unilab.edu.br\/?page_id=176"},"modified":"2020-08-31T18:29:42","modified_gmt":"2020-08-31T21:29:42","slug":"projetos-em-andamento","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/reapodere.unilab.edu.br\/index.php\/reapodere\/pesquisa\/projetos-em-andamento\/","title":{"rendered":"Projetos em andamento"},"content":{"rendered":"\n<p><span class=\"has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color\"><strong>Bases autorit\u00e1rias do preconceito de ra\u00e7a e de classe e seus impactos na tomada de decis\u00e3o de julgamento no Cear\u00e1: um estudo misto<\/strong><\/span><\/p>\n\n\n\n<p>Identifica-se a natureza autorit\u00e1ria da sociedade brasileira, desde sua funda\u00e7\u00e3o permeada por preconceitos e posicionamentos excludentes, numa cultura que desde os primeiros processos de socializa\u00e7\u00e3o, nega a influ\u00eancia de marcadores, como ra\u00e7a, g\u00eanero e classe, no acesso a direitos e no tratamento institucional. Especificamente na justi\u00e7a criminal, as disparidades na penaliza\u00e7\u00e3o podem ser compreendidas a partir da influ\u00eancia de vari\u00e1veis legais, como gravidade do crime a hist\u00f3rico criminal do acusado, mas tamb\u00e9m, a partir de vari\u00e1veis extralegais, como idade, ra\u00e7a e classe. Esses efeitos ocorrem para distintos atores jur\u00eddicos que, ao entrarem em contato com esses marcadores t\u00eam suas decis\u00f5es influenciadas. Dentre esses, destaca-se o julgador, pois \u00e9 o respons\u00e1vel pela decis\u00e3o final do processo, sendo o ponto em que as intera\u00e7\u00f5es entre esses marcadores convergem. Assim, a presente pesquisa busca analisar a influ\u00eancia do autoritarismo nas rela\u00e7\u00f5es entre as discrimina\u00e7\u00f5es de ra\u00e7a e de classe em decis\u00f5es de julgamento em estudantes universit\u00e1rios no Cear\u00e1. Para tanto, optou-se por realizar um delineamento quantitativo. A primeira etapa consistir\u00e1 em um estudo quantitativo quase-experimental com delineamento fatorial 2 x 2 utilizando cinco cen\u00e1rios; um deles sem manipula\u00e7\u00e3o experimental (controle) e quatro deles decorrentes do delineamento fatorial 2 (negro pobre e branco classe m\u00e9dia) x 2 (v\u00edtima e agressor).&nbsp; Os participantes responder\u00e3o \u00e0s escalas de racismo moderno, de preconceito de classe, de autoritarismo de Adorno, de autoritarismo de direita, de domin\u00e2ncia social; e tomar\u00e3o a decis\u00e3o de senten\u00e7a a partir de cen\u00e1rios de julgamento simulado. Na segunda etapa, ser\u00e1 realizado um estudo qualitativo por meio de estudo de caso coletivo com entrevistas narrativas. Nessa etapa, ser\u00e3o selecionados 24 estudantes de direito que tenham participado do estudo 1, igualmente distribu\u00eddos entre homens e mulheres, para a realiza\u00e7\u00e3o de entrevistas guiadas por question\u00e1rio semiestruturado referente a quest\u00f5es s\u00f3cio raciais e de justi\u00e7a na sociedade brasileira. Tamb\u00e9m ser\u00e1 realizada uma an\u00e1lise de conte\u00fado do conte\u00fado das entrevistas na etapa qualitativa, utilizando o software de an\u00e1lises de dados qualitativos Atlas.ti.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"601\" height=\"449\" src=\"https:\/\/reapodere.unilab.edu.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Screenshot_1-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-570\" srcset=\"https:\/\/reapodere.unilab.edu.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Screenshot_1-2.png 601w, https:\/\/reapodere.unilab.edu.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Screenshot_1-2-300x224.png 300w\" sizes=\"(max-width: 601px) 100vw, 601px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><span class=\"has-inline-color has-luminous-vivid-orange-color\">INTERSEC\u00c7\u00d5ES ENTRE POBREZA E RA\u00c7A: UMA APREENS\u00c3O DE SENTIDOS EM UM TERREIRO DE UMBANDA, ACARAPE-CE<\/span><\/p>\n\n\n\n<p>O presente projeto pesquisa pontua a import\u00e2ncia de compreender os engendramentos hist\u00f3ricos e conceituais das categorias de pobreza e ra\u00e7a, assim, entendendo suas rela\u00e7\u00f5es e as implica\u00e7\u00f5es psicossociais que resultam entre o cruzamento das duas categorias mencionadas. Parte-se do pressuposto que tanto socialmente quanto no \u00e2mbito acad\u00eamico ambas as categorias s\u00e3o entendidas de formas independentes, ou seja, uma sendo subrepresenta\u00e7\u00e3o da outra. A perspectiva interseccional fornece subs\u00eddios para estabelecer a rela\u00e7\u00e3o aqui apontada em contextos de terreiro de umbanda. Com isso, apresenta-se como objetivo geral, analisar as intersec\u00e7\u00f5es existentes entre os marcadores de pobreza, ra\u00e7a e religi\u00e3o como estrat\u00e9gias de resist\u00eancia vivenciados por praticantes da Umbanda em Acarape- CE. Desse modo, apresenta-se a problem\u00e1tica em torno dos processos psicossociais de pobreza e ra\u00e7a atravessado pelo marcador de religi\u00e3o. A proposta metodol\u00f3gica baseia-se em uma abordagem qualitativa com vi\u00e9s compreensivo. Utilizam-se como t\u00e9cnicas a etnografia e os di\u00e1rios de campo atrav\u00e9s de visitas ao terreiro, al\u00e9m de grupos focais. Assim, partindo de uma An\u00e1lise Cr\u00edtica do Discurso, prop\u00f5e-se analisar o material produzido no campo. Espera-se que a partir deste projeto possa-se contribuir para a visualiza\u00e7\u00e3o de grupos minorit\u00e1rios em situa\u00e7\u00f5es de opress\u00e3o na tentativa de apreender viv\u00eancias em terreiros de umbanda de acordo com os marcadores de seus praticantes, havendo um compromisso \u00e9tico pol\u00edtico possibilitando que os exclu\u00eddos e invisibilizados possam reconhecidos em suas trajet\u00f3rias<strong>.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bases autorit\u00e1rias do preconceito de ra\u00e7a e de classe e seus impactos na tomada de decis\u00e3o de julgamento no Cear\u00e1: um estudo misto Identifica-se a natureza autorit\u00e1ria da sociedade brasileira, desde sua funda\u00e7\u00e3o permeada por preconceitos e posicionamentos excludentes, numa cultura que desde os primeiros processos de socializa\u00e7\u00e3o, nega a influ\u00eancia de marcadores, como ra\u00e7a, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":100,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-176","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/reapodere.unilab.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/176","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/reapodere.unilab.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/reapodere.unilab.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/reapodere.unilab.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/reapodere.unilab.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=176"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/reapodere.unilab.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/176\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":603,"href":"https:\/\/reapodere.unilab.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/176\/revisions\/603"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/reapodere.unilab.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/100"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/reapodere.unilab.edu.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=176"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}